Quando
se lê acerca de crimes de estado ao longo de muitos anos, é tentador tentar
compreender a mentalidade dos líderes políticos. O que se passa realmente nas
suas cabeças quando ordenam sanções que matam centenas de milhares de crianças?
O que estará nos seus corações quando travam guerras desnecessárias que
estilhaçam milhões de vidas? Serão eles desesperadoramente cruéis,
descuidadamente estúpidos? Imaginam eles que estão a viver numa espécie de
inferno onde atos monstruosos têm de ser cometidos para evitar resultados ainda
piores? Serão eles indiferentes, centrados nos seus ganhos políticos e econômicos
a curto prazo? Serão eles moralmente resignados, sentindo-se como
essencialmente impotentes face a forças políticas e econômicas invencíveis
("Se eu não fizer isto, algum outro o faria".)?
Perguntas
semelhantes vêm à mente quando os governos dos EUA e Reino Unidos, mais uma
vez, levantam o espectro de "armas de destruição em massa" (ADM) para
demonizar um alvo para a "mudança de regime", desta vez na Síria. O
que realmente se passa nas mentes de pessoas que sabem exatamente que a mesma
trama foi denunciada como uma fraude cínica há apenas uns poucos anos atrás?
Será que vêm o público com desprezo? Estarão a rir-se de nós? Estarão a jogar a
única carta que consideram disponível para eles; uma carta que sabem que
funcionará de modo imperfeito, mas que tem de ser jogada?
Nos EUA, a NBC comentou:
"Responsáveis
dos EUA contam-nos que os militares sírios estão prontos esta noite a utilizar
armas químicas contra o seu próprio povo. E tudo o que precisariam é a ordem
final do presidente sírio, Assad".
O observador dos
media estado-unidenses Fairness and Accuracy in Reporting (FAIR) perguntou :
"Então de onde vem esta nova informação?" A resposta familiar e
agourenta: "De responsáveis anónimos do governo a falarem para jornais
como o New York Times ". Isto, por exemplo:
"Responsáveis
da inteligência ocidental dizem que estão a colher novos sinais de actividade
em sítios na Síria que são utilizados para armazenar armas químicas. Os
responsáveis estão incertos sobre se as forças sírias podem estar a preparar-se
para utilizar as armas num esforço final para salvar o governo ou simplesmente
a enviar uma advertência ao Ocidente acerca das implicações de proporcionar
mais ajuda aos rebeldes sírios.
Para ler a reportagem completa: http://www.marchaverde.com.br/2012/12/a-manipulacao-da-midia-na-guerra-siria.html
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